terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pílula Ideológica XV - A Virada: um Desastre Cultural

O evento denominado “Virada Cultural”, realizado pela Secretaria de Cultura do DF, no último final de semana, ideia (e que “ideia”) importada de projeto homônimo que acontece há seis anos na cidade de São Paulo, lesou o cidadão e os cofres públicos do DF em três milhões de reais. Até agora, foram empenhados um milhão e oitocentos mil reais. É o que poderíamos denominar de verdadeiro “DESASTRE Cultural”, não só pelo fracasso do evento, em termos de público, organização e divulgação, mas como coroamento do “conjunto da obra” que foi a (indi)gestão da Secretaria de Cultura nos últimos 4 anos. Sem contar, claro, os oito anos anteriores de (indi)gestão cultural do (des)governo Roriz.

Não dá para dourar a pílula. De 2007 para cá, o que se viu em Brasília, levado a ferro e fogo pela Secretaria de Cultura, foi o sucateamento e abandono dos espaços culturais pertencentes ao GDF, como o Teatro Nacional Cláudio Santoro, o Cine Brasília e o Museu de Arte de Brasília (MAB); o não pagamento de vários projetos contemplados pelo FAC; além (haja barbaridades) do esvaziamento de dois dos mais importantes eventos culturais da cidade, que são o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e a Feira do Livro de Brasília.

Ao invés de fortalecer projetos de difusão cultural, como os supracitados, e outros, como o Cena Contemporânea, tão bem realizados por produtores locais, os Aladins da Secretaria de Cultura e suas lâmpadas “maravilhosas” resolveram importar. E, para piorar de vez, não souberam fazer. Aí é de doer.

Compromissos de Marconi com a Cultura

- Transparência, ética, fiscalização e controle social para os recursos públicos;

- Nova gestão para o Fundo de Apoio à Cultura - FAC, ampliando o valor da Receita Corrente Líquida do Orçamento Distrital para a área e a criação de novos mecanismos de financiamento públicos;

- Retomada do "Temporadas Populares", com o fito de promover o acesso, a preços módicos, da população de todas as cidades do DF a shows e espetáculos com qualidade de artistas locais, regionais e nacionais;

- Descentralização financeira e orçamentária dos recursos culturais, a fim de dotar as Diretorias de Cultura das Administrações Regionais (DRCs) das verbas necessárias à realização de projetos comunitários;

Entre outros.

domingo, 29 de agosto de 2010

Pílula Ideológica XIV - O rebanho de pastores

“O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” ( I Tim 6:10)

Ao darmos uma olhada no programa do horário eleitoral gratuito, observamos que há uma leva de pastores candidatos e até aspirantes a “Messias”. Tanto é assim que logo chegamos à conclusão que há mais pastores que rebanho, ou que no mínimo há um rebanho de pastores candidatos.

Nada contra a fé, muito pelo contrário. O problema encontra-se nos que em nome de Deus (e isso vem de longe), usam e abusam da boa fé alheia para fazer política, sobretudo em causa própria.

Aqui no DF está difícil separar o joio do trigo ou identificar os falsos profetas. Basta lembrarmos os dois da oração da propina, Brunelli e Leonardo (in)Prudente; ou ainda do pastor Benedito e do Bispo Rodovalho, ambos recentemente condenados pela justiça.

No universo da política é fundamental ter utopia, que é uma forma fé, para sonhar e acreditar que a vida, a cidade e mundo podem ser melhores para nós e as gerações futuras. Mas ela deve estar sempre ancorada no uso correto da razão e da ética. Devemos crer que não é interessante à política se alicerçar em construções teóricas, como essa tal teologia da prosperidade, que no âmbito das mistificações religiosas, acaba por descambar para um populismo barato e de má fé.

Nunca é demais lembrar que o grande legado do cristianismo para a humanidade, como tão bem sacou o genial cineasta Glauber Rocha, é o amor universal. E ele se consuma no amor ao próximo, na compaixão, na solidariedade, na justiça e não no acúmulo aviltante de capital.

sábado, 28 de agosto de 2010

Propostas de Política Cultural de Marconi para o DF

DECLARAÇÃO DE APOIO - Leonardo Pinheiro

Amigos,

Em nenhum outro momento, eu me envolvi com "política", ao ponto de fazer contato com amigos para pedir voto a quem quer que seja, pois nunca tive confiança em nenhum candidato.
Com o meu amigo Marconi é diferente. Eu já o conheço há sete anos e não me canso de ficar encantado com a inteligência, cultura e principalmente HONESTIDADE desse Ser Humano. É uma das poucas pessoas que admiro que ainda estão vivas.
É um sujeito extremamente simples nas posses materiais e com extrema articulação política, a qual poderia ter sido utilizada diversas vezes para o seu benefício próprio. Porém, ele nunca o fez. Além disso, é uma pessoa super espiritualizada, na acepção mais ampla da palavra.
Existem outros candidatos que eu poderia apoiar, especialmente em virtude da minha profissão atual, de forma a privilegiar minha classe profissional. No entanto, votarei nele por acreditar principalmente na honestidade, espiritualidade, senso de justiça e ética dele. Acredito que será um legítimo representante dos anseios do povo.
Precisamos de representantes mais éticos e estou convicto que ele será um deles. Abaixo, algumas informações sobre esse camarada mais que gente boa.*

Fica a minha sugestão de voto.

Por fim, desejo que essa mensagem encontre a todos com muita saúde e paz divina!

* Reprodução integral do texto de Hudson Cunha

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DECLARAÇÃO DE APOIO - William Alves

As pílulas ideológicas que venho tomando nesse momento, tem me deixado tão alegre que resolvi compartilhar minha alegria com vocês. É que quando soube que o Marconi era candidato a Deputado Distrital, confesso ter ficado incrédulo com o fato, mesmo sabendo de toda a histórica luta e militancia de Marconi, tanto junto ao movimento social quanto junto ao movimento partidário.

Conheci o Marconi no movimento social, envolvido com ações políticas e culturais, movimentando ora num coletivo, ora noutro, ora numa ação, ora noutra e vê-lo agora candidato a Deputado Distrital me faz pensar que sim, sim é possível, porque não? É possível que Marconi por sua história e dedicação a causas que são legítimas, possa sim realizar uma boa representação na Camara Legislativa.

Fico alegre de vê-lo escrevendo suas pilulas de maneira tão livre, ácida e crítica. E essa alegria eu quis compartilhar com vocês.

Ao Marconi deixo meu apoio, minha amizade e minha admiração.

Abraços

William Alves
Associação Cultural FAISCA
http://www.mundoolharessaberes.blogspot.com

Pílula Ideológica XIII - A militância não é besta

“Falo assim sem saudade/Falo por acreditar /
Que é cobrando o que fomos/ Que nós iremos crescer/
Outros outubros virão/Outras manhãs plenas de sol e de luz”
(Fernando Brant)

Amigos, apareci por três segundos, assim como outros companheiros de legenda, também candidatos a Deputado Distrital, no horário político da TV. Foram os três segundos mais sufocantes e mais ridículos da minha vida.

Eu que, como inúmeros militantes petistas, sempre lutei por democracia e isonomia, inclusive para o horário político, agora quando saio candidato pela primeira vez, e olha que sou fundador do PT-DF (mas em tempos de Fukuyama, a história não importa mais), adentro os lares via telinha mudo. Afinal, combatemos ou não combatemos a Lei Falcão?

Outros candidatos da legenda, os chamados “puxadores” de voto (Jamelão, intérprete maior da Estação Primeira de Mangueira, acharia ridículo uma alcunha dessa), que, em outros tempos, lutavam por democracia e isonomia, aparecem falando por 11 segundos. Mas os dias eram outros, claro.

Em tempos de globalização e individualismo exacerbado, até a esquerda, infelizmente, adota uma forma de construção política personalista e não mais coletiva.

Sejamos sinceros, é por essas e outras que a campanha desse ano está insossa, sem magia, tesão e poesia. A militância até agora, e já se passou um mês da campanha, sumiu das ruas e dos comitês. Desconfio que no sprint final ela irá aparecer para derrotar Roriz, mas ela não é besta.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Propostas para a OSTNCS

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, fundada pelo Maestro Cláudio Santoro há 30 anos consolidou-se como um dos três mais importantes grupos sinfônicos do País (O Estado de São Paulo). No entanto, a sua gestão continua amadora e pouco democrática. O processo de escolha do maestro tem sido sempre orientado por razões políticas e não técnicas ou vinculadas a uma política cultural. O governador ou secretário de cultura da ocasião escolhem o maestro, que passa a ter sozinho o poder total sobre a mais importante e atuante instituição cultural do DF. O que normalmente ocorre, e isso é histórico, é que o maestro escolhido se apropria da orquestra, passa a tratá-la como se fosse um patrimônio pessoal e a usá-la como moeda de troca, favorecendo os seus interesses pessoais ao invés dos interesses da cidade. O maestro decide sozinho aspectos como repertório, datas e quantidade de concertos, solistas e regentes convidados, bem como custos relativos a todos esses eventos. Tudo isso com pouco ou nenhum controle da sociedade. Maestros não explicam e nem nunca explicaram os critérios utilizados para fazerem as escolhas que fazem. Isso leva a um cenário em que conflitos de interesses são comuns. No caso do último maestro, isso foi ainda mais grave. A Secretaria de Cultura ‘deu’ a ele a Orquestra, a pedido da Deputada sua sogra e, como os salários da estrutura do GDF foram considerados baixos, para aquilo que ele e seu grupo de apoiadores consideravam justo, viabilizou-se uma ‘associação pró-amigos’ para receber emendas parlamentares da própria Deputada e outros recursos capazes de pagar o salário do maestro-genro e cachets de solistas e convidados. Os critérios que nortearam decisões relativas aos valores pagos nunca foram explicados.
O fato de o atual modelo de gestão favorecer a ação de maestros em função de seus interesses pessoais é uma fonte de conflitos. Maestros tornam-se excessivamente autoritário com músicos, há um ambiente de perseguição no grupo, em que qualquer crítica à atuação da direção leva a processos administrativos e a assédio moral. Há um excesso de trabalho desorganizado. Tudo isso têm levado a situações constantes de adoecimento tanto físico (muitos casos de LER), quanto psíquico, comprovados por pesquisas da UnB, UCB e do Ministério da Saúde, que, inclusive, classificou o trabalho orquestral como insalubre.
Para que a Orquestra não seja mais destinada a servir aos interesses de uma pessoa ou grupo, é necessário que o seu processo de gestão seja modificado. As seguintes medidas, sugeridas abaixo, podem ser saneadoras:
· Criar um conselho de orquestra para decidir todo o projeto orquestra no curto, médio e longo prazo. Isso inclui repertório, datas e quantidade de concertos, bem como valores a serem pagos a solistas e maestros convidados. Desse conselho fariam parte músicos indicados pela Orquestra, membros indicados pelo GDF e membros indicados pela comunidade (Conselho do FAAC, por exemplo).
· Indicação do Maestro pelos músicos da Orquestra a partir de processo eletivo.
Essas duas medidas seriam capazes de manter a Orquestra sob controle social, evitando a sua apropriação por maestros ou grupos específicos como têm ocorrido. Seriam capazes também de proporcionar um projeto de orquestra que tenha como objetivo atender os interesses da população de Brasília e não os do maestro de plantão.
Além disso, é bom elencar algumas necessidades urgentes da Orquestra:
· Concurso público para preenchimento de vagas musicais ociosas.
· Criação de um núcleo de apoio técnico para a Orquestra.
· Criação de um núcleo de biblioteca musical e arquivo de partituras.
A OSTNCS é um pólo gerador de cultura que pode contribuir muito mais para o DF e para o Brasil com muitos projetos, para além dos concertos que já realizamos. Exemplos: gravação de CDs e DVDs de compositores brasileiros e, em especial Claudio Santoro, trilha sonora para cinema, projetos de formação de platéia e cultura musical, projetos educacionais tanto de ensino de instrumentos quanto de apoio a atividades da Secretaria de Educação.
Por tudo isso, um novo e mais democrático modelo de gestão é necessário, urgente e possível.
ÉTICA E CULTURA PARA MUDAR AS ESTRUTURAS!

Substitua as exclamações
pelas interrogações
E verás que viver
não são simples questões
de pontos finais ou de vista.

A verdade é que tudo, ou quase tudo, hoje em dia, se referencia no mercado. Então, tudo torna-se mera mercadoria. E a mercadoria, na sociedade capitalista, neoliberal e pós-moderna, é algo descartável. Afinal, é preciso gerar lucro, mesmo que isso comprometa a vida. Por isso, é preciso resgatar e reconstruir as utopias. A política com P (maiúsculo) se faz com sonhos e ética!

Marconi Scarinci


PERFIL


Marconi Costa da Silva Scarinci é mineiro de nascimento, mas brasiliense por adoção. Tem 49 anos. É produtor, gestor e militante cultural, e professor de Filosofia.

Marconi foi Secretário-Geral da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas - UMESB (biênio 1983-1984), presidente da Associação de Arte e Cultura de Taguatinga, produtor do Centro Cultural Rio Cine, no Rio de Janeiro, programador do Centro Cultural do Serviço Social da Indústria – SESI, de Taguatinga, e da Câmara do Livro - CLDF, especialmente da Feira do Livro de Brasília.

Com suas “Pílulas Ideológicas”, Marconi visa politizar o debate, promovendo uma discussão qualificada acerca de assuntos candentes e da ordem do dia, além de tangenciar temas existenciais, caros a nossa condição humana.

Com uma militância de 30 anos pelo Partido dos Trabalhadores - PT-DF, Marconi é reconhecido local e nacionalmente por sua decisiva e combativa atuação política em prol da elevação cultural de nosso povo.


PROPOSTAS


As diretrizes culturais que norteam a atuação política de Marconi são:

1. Pela criação da Frente Parlamentar do Livro e da Leitura, a fim de implementar e consolidar políticas de estímulo à leitura e à escrita;

2. Pela transparência, ética, fiscalização e controle social para os recursos públicos;

3. Pela atuação interdisciplinar e transversal da cultura com a educação, a saúde, a segurança, o meio ambiente, entre outras áreas;

4. Pela revitalização, reaparelhamento e/ou construção de equipamentos culturais permanentes em todas as cidades do DF e Entorno;

5. Pela implementação do ensino das artes nos diversos níveis da educação básica, conforme Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB;

6. Pela ampliação dos Pontos de Cultura para 200 em todas cidades do DF e Entorno;

7. Por nova gestão para o Fundo de Apoio à Cultura - FAC, ampliando o valor da Receita Corrente Líquida do Orçamento Distrital para a área e a criação de novos mecanismos de financiamento públicos;

8. Pela implantação do Plano e do Sistema Distrital de Cultura;

9. Pela realização de Conferências Regionais e Distrital bienais, inscrevendo suas resoluções nas leis orçamentárias e orgânica do DF;

10. Pela retomada do "Temporadas Populares", com o fito de promover o acesso, a preços módicos, da população de todas as cidades do DF a shows e espetáculos com qualidade de artistas locais, regionais e nacionais;

11. Pela reestruração do Conselho Distrital de Cultura e efetivação dos Conselhos Regionais, eleitos em Conferências;

12. Pela descentralização financeira e orçamentária dos recursos culturais, a fim de dotar as Diretorias de Cultura das Administrações Regionais (DRCs) das verbas necessárias à realização de projetos comunitários;

13. Pela criação de uma fundação responsável pelos equipamentos culturais públicos do DF.


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(61) 9637-3799