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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pílula Ideológica XXII – Pela valorização dos trabalhadores que auxiliam as artes


“A cegueira de gente que não vê gente é traumática, causa angústia.
A cegueira de gente que não vê gente dispara humilhação.
A humilhação pode ser determinada como cegueira pública,
pode ser determinada segundo a experiência de não aparecer
como gente estando no meio de gente.”
(COSTA, Fernando Braga.
Homens Invisíveis: relatos de uma humilhação social.
São Paulo: Globo, 2004)

Quando assistimos, a uma peça de teatro, show, concerto, filme, espetáculo de dança, circense ou vamos a uma exposição, ou ainda a uma biblioteca, só lembramos, na maioria das vezes, das obras que assistimos, vimos ou lemos e dos artistas que as idealizaram. Mas quase nunca nos lembramos daqueles que por detrás das coxias dos teatros, sets de filmagem, salas de cinemas, galerias de exposição e bibliotecas são corresponsáveis pela realização da vida cultural das cidades. Trabalhadores como cenotécnicos, iluminadores, sonorizadores, arquivistas, bibliotecários, camareiras, maquiadores, projecionistas, bilheteiros, auxiliares de bibliotecas, administradores de espaços culturais e seus assistentes de serviços gerais.

Esses trabalhadores são muito pouco valorizados e reconhecidos quando se fala em cultura. Uma política cultural séria, em qualquer lugar do mundo, passa objetivamente pela valorização inestimável desses profissionais, tanto os que labutam nos espaços culturais públicos quanto privados. É preciso que se crie em Brasília uma escola para a formação e qualificação de profissionais que auxiliam as artes. É preciso que várias dessas profissões sejam reconhecidas e regulamentadas por lei. É preciso, mais do que urgente, que, para os espaços pertencentes à Secretaria de Cultura do DF, se realizem concursos públicos para preenchimento de vagas em aberto e para renovação de seus quadros. É preciso ainda que se formulem planos de cargos e salários decentes, reconhecendo a suma importância desses técnicos para o fazer artístico e cultural.

Os artistas, amantes das artes e público em geral, agradecem. Por mais lindo que seja uma obra de arte ela só se realiza porque o trabalho é social e cooperativo. E no mais das vezes, sobretudo no capitalismo, com divisão social injusta.

domingo, 26 de setembro de 2010

Fala, Marconi!

Para além dos 3 segundos da propaganda eleitoral de TV, nosso candidato a Deputado Distrital discorre histórica e conjunturalmente acerca da cultura no DF e apresenta suas propostas de mudança estrutural, entre outros temas afins







Pílula Ideológica XXI - TV Brasileira - 60 anos: comemorar ou chorar? O que fazer?

“Uma notícia tá chegando lá do Maranhão/
não deu no rádio, no jornal, ou na televisão...
A novidade é que o Brasil não é só litoral/
é muito mais, é muito mais que qualquer zona sul/
Tem muita gente boa espalhada por esse Brasil/
que vai fazer desse lugar um bom país”.
(Milton Nascimento e Fernando Brant)

“(...) a realização plena e qualificada da televisão pública brasileira
é uma das agendas estratégicas para o desenvolvimento cultural do Brasil
e a consolidação de um país socialmente justo,
antenado nas forças criativas do povo brasileiro.”
(Gilberto Gil, então Ministro da Cultura, no I Fórum de TVs Públicas, em 2006)


A Televisão Brasileira está comemorando 60 anos de existência neste ano.

Infelizmente muito pouco temos a comemorar, em se tratando de um veículo de comunicação que deveria cumprir sua missão precípua de colaborar para formar uma melhor consciência estética, crítica e cidadã, o que, a depender das chamadas Tvs abertas, comerciais e privadas, que, diga-se de passagem, são concessões públicas, deixam a desejar – baixo nível constatado pela campanha “Ética na TV – Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania!”.

Você já viu ou assistiu apresentações, espetáculos, filmes, shows ou concertos de artistas locais nas grandes emissoras da TV brasileira (Globo, Band, SBT, Record, Rede TV), por meio de suas retransmissoras na capital do País? A resposta é um sonoro não! Quando são lembrados ou aparecem, são naquelas agendas meia boca dos telejornais locais, tipo DFTVs da vida, que, sinceramente, dá vontade de chorar. Isso é muito, mas muito pouco mesmo para uma cidade que é referência nacional no cinema, no teatro, na dança, na música, na cultura popular, nas artes visuais e na literatura.

Já passa da hora de Brasília, a exemplo de São Paulo (TV Cultura), Minas (TV Minas) e Rio de Janeiro (TVE), entre outros estados brasileiros que contam com canais universitários, comunitários, legislativos, educativos e culturais, constituir a sua TV Pública, reproduzindo, em nível distrital, o que a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) vem desenvolvendo em âmbito nacional, para que a produção cultural do DF possa ser melhor divulgada e difundida.

Também já passa da hora de se regulamentar, nacionalmente, a lei que regionaliza as programações de televisão, para que os artistas locais tenham trabalho e reconhecimento. Embora o artigo 221 da Constituição Federal estabeleça que as emissoras devam atender ao princípio da “regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei”, até hoje essa obrigação não foi regulamentada. Desde 1991, há um projeto de lei em debate no Congresso Nacional sobre o assunto, mas, por conta da pressão dos donos das emissoras de TV, ele até hoje não foi aprovado.

Afinal, o Brasil é muito mais do que querem fazer crer os grandes conglomerados da TV Brasileira. Existe vida, e vida inteligente, além do eixo Rio-São Paulo.

Marconi promove encontro entre artistas e candidatos ao GDF e Senado pela Coligação Um Novo Caminho

Agnelo: “Tenho o sonho de transformar Brasília na capital da leitura”


O candidato da coligação Novo Caminho ao governo do DF, Agnelo Queiroz, almoçou, hoje, com livreiros, cineastas e músicos da Orquestra do Teatro Nacional. O encontro reforçou o compromisso do candidato petista ao Buriti com o setor cultural da capital.

Diretor da Associação dos Músicos, Afonso Galvão, lembrou as duas principais reivindicações da Orquestra de Brasília: “Queremos pode indicar o próximo maestro e que a Orquestra tenha seu próprio conselho formado por representas do Governo e da área da cultura.” Agnelo lembrou a importância da filarmônica para a cidade: “A nossa Orquestra é um orgulho e uma referência nacional e merece todo nosso carinho e incentivo.”

Ao lado de Cleide Soares, representante da Arca das Letras, o candidato lembrou ainda importância de incentivar a leitura na cidade. Agnelo recebeu o pedido de resgatar as bibliotecas e investir na volta de projetos como a “Mala do Livro” e afirmou: “Temos que refazer nossas escolas. Tenho o sonho de transformar o DF na capital da leitura neste país. Estimulando a leitura, estaremos resolvendo muitos problemas da educação.”

Conheça as 13 propostas de Agnelo para a Cultura:

1 – Criar o Sistema e o Plano Distrital de Cultura inserindo o Distrito Federal nas políticas do Ministério da Cultura.

2 – Descentralizar as ações incorporando as Diretorias Regionais de Cultura (DRC) ao Sistema Cultural.

3 – Reestruturar o Conselho Distrital de Cultura e efetivar os Conselhos Regionais eleitos nas Conferências.

4 – Realizar as Conferências Regionais e Distrital a cada dois anos.

5 – Revitalizar a Secretaria de Cultura para a administração dos bens e equipamentos culturais públicos do Distrito Federal.

6 – Democratizar e dar transparência aos recursos públicos através de prêmios e editais.

7 – Implantar nova gestão para o Fundo de Apoio à Cultura garantindo a aplicação de 0,3% da receita líquida corrente do DF e a criação novos mecanismos de financiamento.

8 – Ampliar os Pontos de Cultura em todas as cidades do DF e Entorno.

9 – Criar parcerias com o terceiro setor e com o movimento cultural organizado para gerir os equipamentos culturais e difundir esforços tanto nas áreas de música, artes plásticas e literatura, como também nas áreas de dança, teatro e cinema.

• Restaurar o Projeto Temporadas Populares.

• Reformular a Feira do Livro, integrando-a a rede pública de ensino.

• Implementar o Projeto Poesia Viva nos Ônibus e Metrô.

• Criar o Memorial Renato Russo.

• Digitalizar o acervo musical do maestro Cláudio Santoro.

• Apoiar o Festival Internacional de Dança de Brasília.

• Recriar o Museu de Arte de Brasília.

• Recriar o Polo de Cinema de Brasília.

10 – Incorporar as diretrizes da Conferência Distrital às Leis Orçamentárias do DF.

11 – Criar ações de desenvolvimento para a economia criativa gerando emprego, renda, qualificação profissional e previdência para os trabalhadores das artes.

12 – Revitalizar, reaparelhar e/ou construir equipamentos culturais permanentes em todas as cidades do DF e Entorno.

13 – Desenvolver programas e projetos transdiciplinares com outras áreas do governo (saúde, meio ambiente, direitos humanos, educação, comunicação, turismo, etc).

Fonte: Blog do Agnelo. 24/09/2010. Disponível em http://www.souagnelo13.com.br/blog-do-agnelo/agnelo-%e2%80%9ctenho-o-sonho-de-transformar-brasilia-na-capital-da-leitura%e2%80%9d/#more-4006

COBERTURA DO EVENTO

Com depoimento de apoiadores da campanha "Marconi 13800"







quarta-feira, 1 de setembro de 2010

13 Propostas de Agnelo para a Cultura


(Clique na imagem para ampliá-la)


AGNELO NO PROJETO "O CANDIDATO E A CULTURA"
DO MOVIMENTO VIVA ARTE/AÇOUGUE CULTURAL T-BONE
19/08/2010






























quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Propostas para a OSTNCS

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, fundada pelo Maestro Cláudio Santoro há 30 anos consolidou-se como um dos três mais importantes grupos sinfônicos do País (O Estado de São Paulo). No entanto, a sua gestão continua amadora e pouco democrática. O processo de escolha do maestro tem sido sempre orientado por razões políticas e não técnicas ou vinculadas a uma política cultural. O governador ou secretário de cultura da ocasião escolhem o maestro, que passa a ter sozinho o poder total sobre a mais importante e atuante instituição cultural do DF. O que normalmente ocorre, e isso é histórico, é que o maestro escolhido se apropria da orquestra, passa a tratá-la como se fosse um patrimônio pessoal e a usá-la como moeda de troca, favorecendo os seus interesses pessoais ao invés dos interesses da cidade. O maestro decide sozinho aspectos como repertório, datas e quantidade de concertos, solistas e regentes convidados, bem como custos relativos a todos esses eventos. Tudo isso com pouco ou nenhum controle da sociedade. Maestros não explicam e nem nunca explicaram os critérios utilizados para fazerem as escolhas que fazem. Isso leva a um cenário em que conflitos de interesses são comuns. No caso do último maestro, isso foi ainda mais grave. A Secretaria de Cultura ‘deu’ a ele a Orquestra, a pedido da Deputada sua sogra e, como os salários da estrutura do GDF foram considerados baixos, para aquilo que ele e seu grupo de apoiadores consideravam justo, viabilizou-se uma ‘associação pró-amigos’ para receber emendas parlamentares da própria Deputada e outros recursos capazes de pagar o salário do maestro-genro e cachets de solistas e convidados. Os critérios que nortearam decisões relativas aos valores pagos nunca foram explicados.
O fato de o atual modelo de gestão favorecer a ação de maestros em função de seus interesses pessoais é uma fonte de conflitos. Maestros tornam-se excessivamente autoritário com músicos, há um ambiente de perseguição no grupo, em que qualquer crítica à atuação da direção leva a processos administrativos e a assédio moral. Há um excesso de trabalho desorganizado. Tudo isso têm levado a situações constantes de adoecimento tanto físico (muitos casos de LER), quanto psíquico, comprovados por pesquisas da UnB, UCB e do Ministério da Saúde, que, inclusive, classificou o trabalho orquestral como insalubre.
Para que a Orquestra não seja mais destinada a servir aos interesses de uma pessoa ou grupo, é necessário que o seu processo de gestão seja modificado. As seguintes medidas, sugeridas abaixo, podem ser saneadoras:
· Criar um conselho de orquestra para decidir todo o projeto orquestra no curto, médio e longo prazo. Isso inclui repertório, datas e quantidade de concertos, bem como valores a serem pagos a solistas e maestros convidados. Desse conselho fariam parte músicos indicados pela Orquestra, membros indicados pelo GDF e membros indicados pela comunidade (Conselho do FAAC, por exemplo).
· Indicação do Maestro pelos músicos da Orquestra a partir de processo eletivo.
Essas duas medidas seriam capazes de manter a Orquestra sob controle social, evitando a sua apropriação por maestros ou grupos específicos como têm ocorrido. Seriam capazes também de proporcionar um projeto de orquestra que tenha como objetivo atender os interesses da população de Brasília e não os do maestro de plantão.
Além disso, é bom elencar algumas necessidades urgentes da Orquestra:
· Concurso público para preenchimento de vagas musicais ociosas.
· Criação de um núcleo de apoio técnico para a Orquestra.
· Criação de um núcleo de biblioteca musical e arquivo de partituras.
A OSTNCS é um pólo gerador de cultura que pode contribuir muito mais para o DF e para o Brasil com muitos projetos, para além dos concertos que já realizamos. Exemplos: gravação de CDs e DVDs de compositores brasileiros e, em especial Claudio Santoro, trilha sonora para cinema, projetos de formação de platéia e cultura musical, projetos educacionais tanto de ensino de instrumentos quanto de apoio a atividades da Secretaria de Educação.
Por tudo isso, um novo e mais democrático modelo de gestão é necessário, urgente e possível.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pílula Ideológica XII - Filosofia e Sociologia: eu quero aprender!

Ou “A vida não questionada não merece ser vivida” (Platão)


Com o golpe militar de 64, os generais logo de cara suprimiram do ensino as disciplinas de Filosofia e Sociologia e as substituiu pela famigerada OSPB (Organização Social e Política Brasileira), que só louvava o então regime.

Em julho de 2007, no Governo Lula, o Conselho Nacional de Educação do MEC tornou-as obrigatórias novamente por entender ser fundamental a formação de jovens com senso crítico.

Porém, para que a aplicação dessas matérias aconteça com qualidade, é necessário ter professores conhecedores das áreas, o que não vem acontece no DF e em outros estados do Brasil.

No concurso realizado em 2008 pela Secretaria de Educação local, só havia uma vaga para professor efetivo de Filosofia, enquanto que, para o desrespeitoso contrato temporário, havia 138 vagas. No mínimo estranho. Os números para Sociologia são similares aos de Filosofia.

Serra não respeitou a lei em Sampa. Aqui o pessoal da Pandora fez o mesmo. Para a turma da direita não há o mínimo interesse que a juventude pense.

Já que se fala tanto em ética em tempos de crise moral, que tal permitir que nossos jovens conheçam de fato Sócrates, Aristóteles, Kant, Marx, Nietzsche, Sartre, Hanna Arendt e outros pensadores? Afinal, como disse Platão : “A vida não questionada não merece ser vivida”.

Em tempo: no concurso do próximo mês, o número de vagas triplicou - antes era um, agora são três para Filosofia...



DECLARAÇÕES DE APOIO

Para espantar o mau espírito hoorrorizista.
Para fazer novamente brilhar a emoção.
Para livrarmos dos esquemas rorizistas.
Será eleito Marconi scarinci, que cultura é educação.

Marconi, como diria Mangueira,
Tamojunto nessa peleija,
Mano veio. Abraço.

Dijair Mangueira Diniz

***

Olá Amigo, quando jovem (põe tempo nisso...) estudei Filosofia, em Salvador, era matéria obrigatória, quando proibiram, tive que me mandar. Fiquei feliz em saber da sua candidatura, já posso votar com convicção de Séneca, ética e consciência em servir a comunidade, vá em frente, e pode contar comigo.ab.Fernando Adolfo.

***

Parabéns, Marconi!!
Louvável!
É por ai, demagogos e barnabés, o horário político está cheio, só comedia!!!


LFVitelli

sábado, 14 de agosto de 2010

Pílula Ideológica VII - Queremos cultura, mas não temos para onde ir...

Hoje, 14/08/10, noite de sábado, lançamos uma pergunta - afinal, perguntar não ofende: e os jovens, as trabalhadoras e os trabalhadores das cidades do DF, se quiserem prestigiar a uma boa peça teatral, a um bom show ou concerto musical, ir a um espetáculo de dança, a uma exposição, ou ainda assistir a filmes nacionais ou de arte, onde poderão acorrer em suas respectivas cidades? É só olhar a agenda cultural dos principais jornais da cidade para se chegar a conclusão: lugar nenhum.
Infelizmente até hoje, no Cinquentenário da Capital do País, a maioria das cidades do DF não tem espaços e equipamentos dignos e nem políticas públicas de difusão cultural para movimentá-las.
Até quando continuará esse descaso com a grande maioria da população do DF? Ora, arte e cultura não são direitos do cidadão garantidos pela Constituição Federal?

Propostas

- Pela revitalização, reaparelhamento e/ou construção de equipamentos culturais permanentes em todas as cidades do DF e Entorno;
- Pela ampliação dos Pontos de Cultura para 200 em todas cidades do DF e Entorno;
- Pela retomada do "Temporadas Populares", com o fito de promover o acesso, a preços módicos, da população de todas as cidades do DF a shows e espetáculos com qualidade de artistas locais, regionais e nacionais.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pílula Ideológica II - Transporte público

BRASÍLIA TEM TOQUE DE RECOLHER!


Uma das formas de se perceber o grau de civilidade em uma cidade encontra-se em seu transporte público. Neste ponto, no que concerne ao transporte coletivo de ônibus, uma concessão pública, diga-se de cara que o Distrito Federal, além de ter uma frota de ônibus velha (quanto o DESgoverno da Pandora andou gastando em publicidade e mentindo sobre o assunto?), monopolizada, diga-se de cara de novo, e a de preço mais elevado do Brasil, ainda “brinda” a população, desde a época dos DESgovernos militares, com o famigerado toque de recolher.

Sim, toque de recolher! Tente pegar em dias de semana um ônibus depois da 22h, dependendo para o lugar onde se vá, pode-se esperar até duas horas ou mais em uma lúgubre parada.

Nos finais de semana, sobretudo aos domingos, a tortura será ainda maior. Por exemplo: se um morador do Gama for visitar um parente em Sobradinho nesse dia, a depender de ônibus para ir e voltar para casa, é bom que ele tenha lido o “Livro de Jó” por inteiro para treinar a sua paciência, caso contrário, morrerá de stress ou tédio.

Pergunto: nesses anos todos o que fizeram os nossos “homens públicos, para mudar tal situação? Que eu se saiba nunca um único parlamentar da Câmara Distrital, seja à direita ou à esquerda, se pronunciou ou mobilizou a população contra tal descalabro.

O povo de Brasília não nasceu só para gerar Mais Valia (riqueza para o patrão)! Ele deve ter garantido de fato o direito constitucional de ir e vir, com um transporte público barato e de qualidade, caso contrário, a cidade continuará revelando um caráter segregacionista, pois nem todos têm carro, além de estar na contramão de uma política ambientalmente correta, quando se privilegia o transporte individual.

Só para lembrar: o dono da principal empresa aérea japonesa anda de ônibus e metrô. Acreditem se quiser!

Abaixo o toque de recolher em Brasília!

Pílula Ideológica I - Segurança

CONTRA A CULTURA DA VIOLÊNCIA - PELA CULTURA DA PAZ!



"É possível julgar o grau de civilização de uma sociedade visitando suas prisões"
(Dostoievsky, in "Crime e Castigo")

"O homem que não sorri, desconfie dele!"
(Marconi Scarinci, para um truculento e DEMonícado político do DF,
que se promoveu com base no tema da segurança pública)



Em época de eleição, o que mais ouvimos falar é que o combate às violências (sexista, racista, homofóbica, socioeconômica, entre outras) será uma das prioridades dos programas de governo. Afirmo, sem medo de errar, que todo esse discurso não passa de balela e puro elemento de retórica.

A violência e sua cultura são elementos constitutivos da sociedade capitalista, em sua faceta neoliberal, a começar pela indústria cultural (nos filmes e na televisão), que glamouriza e banaliza esse fenômeno social.

Além disso, a violência é um pilar fundamental da indústria bélico-militar e da segurança. A violência dá lucro, a cultura da paz não!

Portanto, é preciso ideologizar o debate sobre o tema da violência. Se radicalizar é tomar as coisas pela raiz, deve-se ressaltar que o medo exagerado e a neurose coletiva são oriundos da dinâmica da sociedade contemporânea, pautada na coisificação do homem e no fetiche da mercadoria.

A crítica que se faz ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Pronasci é que o governo federal propagandeia essa política como se fosse o "alfa" e o "ômega", a panaceia contra os males da falta de segurança. A abordagem é limitada e não resvala nas causas profundas, promovendo uma solução conservadora para uma questão bem mais transcendental - a natureza da nossa sociedade, alienada e tecnocrática.

Longe de fazer o jogo da direita, nesse questionamento, o que pretendemos é ousar. E ousar é viver!

NOTA

As Pílulas Ideológicas são um meio de panfletagem eletrônica que visa promover o debate acerca de assuntos candentes e da ordem do dia, além de tangenciar temas existenciais, caros a nossa condição humana.
Não apelamos para a demagogia e aos discursos políticos pasteurizados, repletos de chavões de campanha, e muito menos agredimos a natureza, produzindo infindáveis tiragens de propaganda, que, no final das contas, não tocam o coração do cidadão, acabando no lixo...
ÉTICA E CULTURA PARA MUDAR AS ESTRUTURAS!

Substitua as exclamações
pelas interrogações
E verás que viver
não são simples questões
de pontos finais ou de vista.

A verdade é que tudo, ou quase tudo, hoje em dia, se referencia no mercado. Então, tudo torna-se mera mercadoria. E a mercadoria, na sociedade capitalista, neoliberal e pós-moderna, é algo descartável. Afinal, é preciso gerar lucro, mesmo que isso comprometa a vida. Por isso, é preciso resgatar e reconstruir as utopias. A política com P (maiúsculo) se faz com sonhos e ética!

Marconi Scarinci


PERFIL


Marconi Costa da Silva Scarinci é mineiro de nascimento, mas brasiliense por adoção. Tem 49 anos. É produtor, gestor e militante cultural, e professor de Filosofia.

Marconi foi Secretário-Geral da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas - UMESB (biênio 1983-1984), presidente da Associação de Arte e Cultura de Taguatinga, produtor do Centro Cultural Rio Cine, no Rio de Janeiro, programador do Centro Cultural do Serviço Social da Indústria – SESI, de Taguatinga, e da Câmara do Livro - CLDF, especialmente da Feira do Livro de Brasília.

Com suas “Pílulas Ideológicas”, Marconi visa politizar o debate, promovendo uma discussão qualificada acerca de assuntos candentes e da ordem do dia, além de tangenciar temas existenciais, caros a nossa condição humana.

Com uma militância de 30 anos pelo Partido dos Trabalhadores - PT-DF, Marconi é reconhecido local e nacionalmente por sua decisiva e combativa atuação política em prol da elevação cultural de nosso povo.


PROPOSTAS


As diretrizes culturais que norteam a atuação política de Marconi são:

1. Pela criação da Frente Parlamentar do Livro e da Leitura, a fim de implementar e consolidar políticas de estímulo à leitura e à escrita;

2. Pela transparência, ética, fiscalização e controle social para os recursos públicos;

3. Pela atuação interdisciplinar e transversal da cultura com a educação, a saúde, a segurança, o meio ambiente, entre outras áreas;

4. Pela revitalização, reaparelhamento e/ou construção de equipamentos culturais permanentes em todas as cidades do DF e Entorno;

5. Pela implementação do ensino das artes nos diversos níveis da educação básica, conforme Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB;

6. Pela ampliação dos Pontos de Cultura para 200 em todas cidades do DF e Entorno;

7. Por nova gestão para o Fundo de Apoio à Cultura - FAC, ampliando o valor da Receita Corrente Líquida do Orçamento Distrital para a área e a criação de novos mecanismos de financiamento públicos;

8. Pela implantação do Plano e do Sistema Distrital de Cultura;

9. Pela realização de Conferências Regionais e Distrital bienais, inscrevendo suas resoluções nas leis orçamentárias e orgânica do DF;

10. Pela retomada do "Temporadas Populares", com o fito de promover o acesso, a preços módicos, da população de todas as cidades do DF a shows e espetáculos com qualidade de artistas locais, regionais e nacionais;

11. Pela reestruração do Conselho Distrital de Cultura e efetivação dos Conselhos Regionais, eleitos em Conferências;

12. Pela descentralização financeira e orçamentária dos recursos culturais, a fim de dotar as Diretorias de Cultura das Administrações Regionais (DRCs) das verbas necessárias à realização de projetos comunitários;

13. Pela criação de uma fundação responsável pelos equipamentos culturais públicos do DF.


FALE COM MARCONI


marconi13800@gmail.com

marconipt13800@gmail.com

(61) 9637-3799